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Expovale 2008: Tchê Barbaridade encerra a Feira
Lajeado – O último grande show da Expovale 2008 fechou com chave de ouro esta edição da feira. Com cerca de 20 anos de estrada, a banda de tchê music 'Tchê Barbaridade' apresentou-se no palco principal de shows no domingo à noite (16.11). A abertura ficou a cargo da banda Expresso Tchê, que aqueceu os ânimos do público. Após as apresentações, um show de fogos de artifícios contemplou o público ainda presente e os expositores da feira.
A Expovale, que iniciou na sexta-feira, dia 07, estende-se até o domingo, dia 16 de novembro, no Parque do Imigrante, em Lajeado, é uma promoção conjunta da Acil e prefeitura. Conta com os patrocínios da Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo, Valecross, Benoit e Petrobras. O apoio é do Centro Universitário Univates, Governo Federal, Caixa Econômica Federal (CEF), Tritec Equipamentos, Bebidas Fruki, Euro Bier Chopp, Auto Tecnocenter, Banrisul, Banco do Brasil, Secretaria de Turismo do RS (Setur), Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do RS (Seapa), Emater-Ascar/RS, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Expovale 2008, a feira dos recordes
Lajeado – Os números contabilizados no encerramento da 16ª edição da Expovale – Feira Industrial, Comercial e de Serviços comprovou que o evento já integra a lista dos mais importantes do Estado. A feira, iniciada no dia 7 e encerrada ontem à noite, quebrou seus recordes anteriores e superou as previsões iniciais de público e volume de negócios. Nos seus dez dias foram cerca de 200 mil pessoas circulando pelos quatro pavilhões e na área de 15 mil metros quadrados do Parque do Imigrante.
“Considerando o planejamento feito, os objetivos foram plenamente alcançados. Com o contato com o público pudemos ouvir elogios sobre a organização, limpeza, a beleza dos estandes – e aí entra o interesse dos expositores”, explica o presidente da Comissão Organizadora, José Inácio Lenz. A Comissão distribuiu pesquisa de avaliação nos 400 estandes e recebeu como resposta a avaliação esperada: “O índice de satisfação ficou em mais de 90%”, comemora o empresário.
A Expovale 2008 nasceu do trabalho de pelo menos 30 pessoas que, durante um ano, pensaram e organizaram o evento. A parceria entre Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e prefeitura de Lajeado foi fundamental para sua realização. “É uma amiga com quem sempre contamos. Estamos satisfeitos, e não poderia ser diferente”, admite Lenz, que destaca os motivos para a Expovale ser a grande festa do Vale do Taquari: “A marca que a Expovale tem; o ganho que as organizações têm em associar-se a ela; os apoiadores e patrocinadores que sabem que terão o retorno esperado; e por que os expositores sabem que é um negócio que dará certo. A feira é uma grande vitrine.”
A prefeita de Lajeado Carmen Regina Cardoso lembra que, desde a abertura, a Expovale 2008 deu provas de seu prestígio e grandeza. “Tivemos a presença de autoridades regionais, estaduais e federais. A presença da Orquestra de Concertos de Lajeado (Oclaje) e das crianças da rede municipal portando bandeiras das cidades do Vale do Taquari emocionou a todos.” Para ela, a feira foi bem organizada e com os espaços distribuídos com inteligência. “Além disso os eventos técnicos acrescentaram muito. Somos uma feira multissetorial, diferentes de outras”, analisa ela. “É um grande encontro de negócios, uma troca de experiências e de tecnologias. A iniciativa de Lajeado tem encontrado eco na região por causa de sua importância.”
Otto Blaas Filho, presidente da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) vê como prova da grandeza da festa a lista de pessoas que ficaram aguardando uma vaga. “Empresas e agroindústrias esperaram por desistência de outros para participar”, observa. “Conversamos com os expositores e eles se mostram satisfeitos. Cada estande que se abre é uma nova loja, uma vitrine para milhares de pessoas por dez dias. Embora muitos negócios não sejam concretizados aqui, acontece a prospecção a curto prazo. A feira termina e os negócios continuam sendo feitos”, ressalta. “Não há como medir os valores gerados em hotéis, comércio e restaurantes da cidade. A feira não se limita ao parque. Até pelos serviços que gera ao ser formatada e montada, atraindo profissionais de todo o Estado.” Ele reforça que a Expovale é realizada em novembro por causa da época, o que ajuda a alavancar as compras e vendas. “As pessoas estão mais sensibilizadas, abertas a negócios.” Para a próxima edição, analisa, o espaço deve ser repensado. “Precisamos de um quinto pavilhão, mas isso é complicado pela estrutura do parque, que precisa de investimentos e melhorias grandes e pequenas. Como a prefeitura é uma grande parceira, temos certeza que começará a pensar nisso. É uma questão preventiva.”
Números de um grande evento
- 198 mil pessoas em dez dias
- 21 eventos técnicos com 1.807 participantes:
Sete reuniões de negócios
Uma rodada de negócios envolvendo 85 empresas e com 375 reuniões, com volume de negócios fechados e previstos de R$ 930 mil
12 seminários ou simpósios
- Temas dos eventos: Agroindústria, alimentos, turismo, setor automotivo, indústria, comércio, serviços, violência doméstica, máquinas e implementos agrícolas, marcas e design, qualidade, educação, leite, suínos, aves, setores coureiro, calçadista e moveleiro
- Crianças de até seis anos não pagaram ingresso
- Seis mil produtores rurais tiveram acesso livre à feira nos dias úteis
- 2,5 mil ingressos vendidos antecipadamente para expositores e clientes
- 2.698 estudantes tiveram acesso liberado à feira na quinta e sexta-feira
- 1,6 mil idosos não pagaram ingressos na quarta-feira, para o Baile da Terceira Idade
- Cem alunos de escolas especiais entraram gratuitamente durante a semana
- 400 expositores
- 121 de agroindústrias e institucionais no pavilhão 4
Os principais shows
- Papas da Língua – dia 8: 12 mil pessoas
- CPM22 – dia 9: 15 mil pessoas
- Fresno – dia 15: 15 mil pessoas
- Maskavo, Os Formigos, Tchê Barbaridade
Total: Cerca 60 mil pessoas no total de shows
Agroindústria
O pavilhão da diversidade produz também satisfação
Um dos espaços mais procurados por visitantes foi o das agroindústrias. Milhares de pessoas percorreram os corredores durante os dias da feira. No pavilhão também ficou instalado o auditório que recebeu quase três dezenas de eventos técnicos no período.
Conversando com os expositores, a satisfação era geral. Seja pelas vendas, seja pelas prospecções de negócios, seja pelos novos mercados que foram abertos. Dois comentários eram constantes entre todos os entrevistados: o de que a organização da feira estava impecável e o de que voltarão na próxima Expovale.
Nilo Cortez, responsável da Comissão Organizadora do setor de agroindústrias, diz que as expectativas foram superadas. “O que esperávamos foi ultrapassado. Vários produtores tiveram que retornar às suas agroindústrias para buscar mais produtos”, comenta. “O calor favoreceu quem vendeu produtos como sucos. Atrapalhou um pouco quem estava com artesanato. Mas todos comercializaram algo”, afirma.
Para Cortez, a diversidade do pavilhão foi seu grande destaque. “Tinha de tudo para todos os gostos. O consumidor tinha alternativas para escolher onde comprar seus produtos. E teve quem conseguisse até negociar e comprar o que procurava por preços mais baixos.” De acordo com ele, os negócios não ficaram limitados ao balcão. “Ficou bem marcada a prospecção de negócios.”
Para a próxima edição da Expovale, Cortez prevê aumento. “Acredito que possamos começar a pensar em mais um pavilhão, o de número cinco. Mais um para agroindústrias. O desafio seria colocar um maior número de agroindústrias da região dentro da feira”, projeta.
Mil garrafões em dez dias
Vitório Gasparetto, sua esposa e filho eram só sorrisos hoje (domingo) à tarde. Os produtores do suco de uva integral Mata Nativa, de Flores da Cunha, comemoravam a confirmação do sucesso iniciado há dois anos, quando a família resolveu colocar o produto no mercado. Depois de venderem bem na AgroInd, em abril, voltaram para Lajeado para participar da Expovale. Venderam cerca de mil garrafões de dois litros de suco. “Foi tudo ótimo por aqui. Feiras como esta são a única oportunidade que os agricultores têm de divulgar seu produto”, afirma. “Agora vamos para uma feira no Rio de Janeiro. E já queremos confirmar o nosso estante na próxima Expovale.”
Bom público
“Eu gostei muito de participar. Já avisei que na próxima venho”, diz Odete da Cas, proprietária da agroindústria Puro Sabor do Interior, de Farroupilha. Odete produz seus produtos acompanhando de perto todo o cria o gado, que fornece o leite; usa o leite para seus produtos, fabricando queijos e iogurtes; e o comercializa em feiras pelo Estado. “O público da feira foi ótimo, o que ajuda nas vendas e na divulgação do nosso nome. Ficamos surpresos com o movimento também dos dias da semana, que geralmente são fracos em outras regiões”, destaca,
Calor atrapalhou e domingo salvou
O friozinho do domingo salvou a feira da artesã Rozangele Soares Scholante, de Bagé, da Artesanato Criações Rô. Os primeiros dias, com temperatura alta, espantaram os compradores: a banda de Rozangele oferecia produtos à base de lã. “Mesmo com as vendas tranqüilas – não tivemos prejuízo, mas também não vendemos acima do esperado – já estou me programando para vir na próxima edição e na AgroInd, quando vendi muito. A organização da Expovale é maravilhosa, a nota é 10 para tudo”, afirmou. “Feiras como essas, mesmo que a gente não venda bastante, dão lucro. Dá para fazer muitos contatos. Às vezes nem cheguei em casa e já estão me ligando para encomendar produtos”, revela.
Muito queijo
A Queijaria Santa Rita de Estrela foi pega de surpresa. Por duas vezes tiveram que repor o estoque de queijos em seu estande. Em 10 dias de feira, foram comercializados 600 quilos de queijo provolone, mussarela e temperado. “Nessa ordem”, frisa o proprietário Gilmar Walter (48). É a terceira Expovale de Gilmar e a primeira a bater os recordes dos anos anteriores. Sábado e domingo, por exemplo, foram 100 quilos de queijo comercializados pelo proprietário, 90 quilos a mais que Gilmar comercializava em outras feiras. “A maratona de ir e vir vale a pena. É bem cansativo, mas as vendas são boas”, comenta ele, que não quer mais ser pego de surpresa. “Para a próxima edição, vamos nos preparar para vender 100 quilos de queijo por dia”.
Expectativas superadas
A diferença para Salsicharia Diehl de Estrela foram as vezes que precisaram repor produtos: não duas, mais quatro vezes. Lauro José Diehl (26), proprietário da salsicharia, calcula que até o momento tenham sido vendidos 400 quilos de salsichas, superando todas as expectativas. “Em três anos de Expovale, percebemos que evoluímos com o evento, ganhamos em qualidade, diversidade e vendas, e a feira ganhou em organização e infra-estrutura”. Graças ao sucesso de seus produtos nas feiras passadas, Diehl leva um trunfo sob os adversários que não expõe na feira. Além de vender para estrelenses vizinhos, como já é costume, o produtor tem um novo foco para vendas: os consumidores lajeadenses. “Minha marca ficou conhecida também em Lajeado”, comemora.
Tomate que o povo gosta
Tomate seco e extrato de tomate também foram atrações na edição 2008 da Expovale. O jovem Daniel Zimmer (28) não tem do que reclamar; sozinho vendeu o dobro do que venderia se tivesse optado por ficar em Capela de Santa. Distante 70km de sua terra natal, o produtor não lembra ao certo de quantas Expovales já participou, sabe apenas que se não tivesse participado antes, o sucesso não seria o mesmo. “Ainda se tivesse sucesso. Acho que não. Para chegar na feira e fazer sucesso a coisa é complica. Temos que participar, divulgar o produtor e fazer nossa marca se tornar conhecida. Os frutos vêm depois, assim como aconteceu comigo”, pondera. Foram cerca de 15 mil quilogramas comercializados só de tomate seco.
Networking que não pára
Há oito anos parceira da Expovale, a Nelson Bilhares fecha negócios e prospecta ganhos à empresa. Vinda de Blumenau, Santa Catarina, é especializada na venda de mesas de bilhar, carteado, pingue pongue e pebolim. O representante comercial da empresa, Charles Westphalen, pôde contabilizar milhares de atendimentos e vendas para clientes de Lajeado, Venâncio Aires, Teutônia e Encantado, mas o que realmente prevaleceu foi o ‘famoso’ networking. “O melhor da Expovale é que ela proporciona aos expositores estabelecer contatos com potenciais clientes. Essa é a verdadeira rede de contatos”.
Exposição que vale a pena
O assistente de marketing da Benoit, Guilherme Kaufmann, diz que a empresa não faz vendas durante a Expovale, mas encaminha interessados às lojas da empresa. “Levando em conta fatores como economia e sustentabilidade, esta é uma importante feira para a região do Vale do Taquari”. As vendas e os encaminhamentos ainda não puderam ser contabilizados, mas sabe-se que os produtos mais adquiridos pelos consumidores foram fogão, geladeira e televisão.
Da Nasa para a Expovale
A idéia é original e vende muito bem, diz Cândido Roberto dos Santos. O proprietário da Mannes Store de Lajeado acredita que seu travesseiro da Nasa tenha sido o utensílio de cama mais vendido em todo o pavilhão 1 - 35 unidades foram comercializadas. O travesseiro é moderno, com enchimento em espuma viscoelástico, molda-se aos movimentos do usuário e tem retorno suave e macio. “Os clientes faziam fila para tocá-lo, eles estavam curiosos em conhecer o travesseiro dos astronautas”, diverte-se.
Expovale 2008: A feira vista dos bastidores
Lajeado – Por trás de um grande evento há sempre uma grande equipe. São pessoas abdicadas que fazem tudo funcionar, e que dedicam energia e tempo para resolver os problemas que geralmente não chegam ao conhecimento do público. Atendem aos visitantes com atenção e destreza. Buscam soluções onde nem sempre há, e mesmo assim, mantém o sorriso no rosto. Há quem trabalhe de forma voluntária – como a própria Comissão Organizadora – e quem receba para isso. Mas todos estão marcados definitivamente pelo gostinho de fazer parte da maior feira do Vale do Taquari.
Entre eles estão:
Lions
Nos dois portões em que se encontram as bilheterias da Expovale 2008, um grupo de 80 homens e mulheres trabalha de forma voluntária, revezando-se na recepção e no atendimento a pequenas demandas, como a ajuda a cadeirantes e na localização de pessoas e estandes. O Lions Clube Lajeado Florestal desde 1976 presta seu apoio às comissões organizadoras das feiras que ocorrem no Parque do Imigrante. O objetivo é sempre em prol da comunidade.
Diretor social da entidade, Andres Luiz dos Santos, diz que parte do que for arrecado nestes dez dias de feira será revertido para a entidade, que beneficiará pelo menos duas instituições lajeadenses necessitadas de ajuda financeira. “A decisão e o repasse de verbas acontecem nas próximas duas semanas”, define. Nos últimos anos, o Lions Clube beneficiou entidades como a Sociedade Lajeadense de Auxílio aos Necessitados (Slan), a Associação dos Deficientes Físicos de Lajeado (Adelfi), a Central e Vovolar.
Nélson Araújo Lopes (59), o “Nelsinho”
Garçom há 37 anos, já tem dez anos dedicados à Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil). É a quinta Expovale que participa. “A melhor coisa que tem é estar dentro da feira. Isso é um prazer. Não é cansativo por que a gente faz o que gosta. É mais um divertimento do que um trabalho, né, garotinho?”, filosofa. “Mas tem suas dificuldades. Fazer picadinho exige tempo, e tem sempre gente pedindo mais coisas. Mas vamos fazendo como dá.” A oportunidade de conhecer gente nova e ver de perto as novidades do mercado são apontadas pelo garçom como o ponto alto da feira
Flávio Antônio da Rocha (54)
Flávio é auxiliar de serviços gerais. Resolver problemas é sua especialidade. “Não tem nada difícil aqui. A gente dá jeito para tudo”, afirma. Braço-direito da Comissão Organizadora, conhece cada detalhe da feira na qual trabalha desde o início da década de 1980, quando ocorreu a primeira edição. “Neste tempo muita coisa mudou. Organização, tamanho, limpeza. E os elogios, que antes a gente não recebia, e agora muita gente vem falar”, orgulha-se. Participar da Expovale para ele é a oportunidade de ver as novidades. “Gosto de ir ao pavilhão das agroindústrias. Todos são pessoas muito queridas e simples.”
Expovale 2008: Grupo Gestor destaca interesse pelo turismo na região
Lajeado – Paulo Sérgio Fabres, representante da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio (Seappa) e integrante do Grupo Gestor do Turismo Rural do Estado avaliou hoje à tarde a participação dos dois órgãos na 16ª edição da Expovale. A Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer (Setur) e os gestores montaram estande em parceria com a Associação dos Municípios de Turismo dos Vales (Amturvales), onde ficaram expostos materiais de divulgação de todo o Rio Grande do Sul, em especial dos vales do Taquari e Rio Pardo.
Para Fabres, a procura por informações mostra o desenvolvimento do setor e o aumento do interesse da população em conhecer melhor o lugar onde vive. “Há bastante procura por informações. As pessoas têm buscado material para conhecer as rotas do turismo rural pelo Estado”, conta, satisfeito. A Setur tem apostado no setor: “O secretário José Heitor Gularte tem sido um grande apoiador do turismo rural. Por isso a participação do Grupo Gestor em tantas feiras”, ressalta.
Ele afirma que o Vale do Taquari já é pólo no segmento. “Está bem organizado e a Amturvales tem feito um ótimo trabalho”, destaca Fabres, que também é coordenador estadual do Programa de Agroindústrias. “As indústrias agrofamiliares são um ponto de referência ao turismo rural. Ambos estão interligados, se complementam”, analisa.
O Grupo Gestor reúne-se há um ano e, neste mês assinou termo de compromisso com o Instituto Marca Brasil com objetivo de buscar recursos junto aos ministérios para o desenvolvimento do turismo rural.
A participação na Expovale também foi bem avaliada por Lizeli Bergamaschi, da Amturvales. “Pessoas de todas as idades e de diversas partes do Estado, até de fora do Rio Grande do Sul, se mostraram interessadas em conhecer o turismo rural”, conta. Segundo ela, o interesse é geral, sem locais específicos. “Os visitantes perguntam sobre os roteiros, sobre o que podem fazer. Querem pegar o carro e passear no final de semana”.
Parceria
A Seappa foi uma das principais parceiras da Expovale na questão das agroindústrias. O secretário, João Carlos Machado, que esteve na feira esta semana e pôde comprovar a força do segmento na região, garante que é intenção da secretaria apoiar cada vez mais o setor. “Buscamos ajudar de diversas formas, avaliando individualmente as características de cada município”, diz ele. O secretário acredita que eventos desta natureza ajudam a desenvolver o segmento. “A agroindústria está em franco desenvolvimento, e por isso estamos fazendo uma série de parcerias e reestruturando os sistemas de sanidade e inspeção no Estado”, conta ele.
Atividades
Durante a semana, o Grupo Gestor, representado por Fabres (Seappa) e Fernando Annes (Setur), realizou uma reunião de avaliação dentro da Expovale. A logomarca da entidade foi apresentada e ocorreu o lançamento do Guia do Turismo Rural. No encontro também foi apresentado o projeto de lei do programa estadual de turismo rural e resultados da pesquisa de perfil do turismo.
O grupo gestor é formado por entidades, órgãos e instituições como SEBRAE; Emater; SENAC; SENAR; FETAG; FAMURS; Secretaria Estadual do Turismo, Esporte e Lazer; Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio do Rio Grande do Sul e Secretaria Municipal do Turismo de Porto Alegre.
Expovale 2008: 15 mil agitam show da Fresno
Lajeado – Multidões de fãs uniram-se na noite de sábado (15.11) para reverenciar uma das bandas revelações do rock gaúcho – a Fresno. Jovens de Lajeado, Venâncio Aires, Porto Alegre e até de cidades mais distantes como Santa Maria, Bento Gonçalves e Pelotas multiplicavam-se no pavilhão de shows da Expovale 2008.
Antes da apresentação, houve uma demonstração de responsabilidade da parte dos meninos da Fresno. Integrantes do Vida Urgente subiram ao palco principal de shows acompanhados do vocalista Lucas Silveira, num gesto de conscientização à importância de jovens engajaram-se de forma efetiva no projeto. O Vida Urgente visa a destinação de fundos para a recuperação de dependentes químicos e seus familiares.
Primeira vez no Vale
Pela primeira vez no Vale do Taquari, a Fresno diz ter encontrado uma “galera” que sempre vai aos seus shows. “Às vezes, quando visitamos cidades que ainda não conhecemos, é divertido ver as pessoas nos imitando. É estranho, porque fica engraçado ver de perto aqueles jovens que se espelham em nós”.
Questionados sobre o assédio dos fãs, o vocalista da banda responde pelos demais integrantes: “estamos acostumados a lidar com o público e gostamos desse contato, gostamos de ver que eles nos esperam nos camarins e na frente dos palcos. Faz parte de nosso trabalho”.
DVD à vista
Um dos grandes projetos da Fresno para 2009 é o lançamento do primeiro dvd de músicas da banda. O material trará a coletânea de seus hits mais conhecidos.
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