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Opinião

Duplicação da BR-386 - vital para economia do Rio Grande do Sul

As vias de transporte terrestre têm sua origem nas trilhas feitas no primórdio dos tempos pelos primeiros animais de carga domesticados pelo homem. Com o passar dos séculos, muitos destes caminhos sinuosos, traçados unicamente pelo instinto animal, vieram a transformar-se nas ruas e rodovias que cortam hoje o território de cidades e países, em todos os continentes. Entretanto, o progresso e o desenvolvimento requerem obediência a um mínimo de planejamento de engenharia e logística para a otimização dos elevados investimentos necessários à construção de modernas vias de transporte, que privilegiem a rapidez, segurança e, ao mesmo tempo, economia de combustível.

A BR-386, cuja construção iniciou em 1962 e foi concluída em 1968, é uma artéria vital para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Porém, nestas quatro décadas, o crescimento exponencial do tráfego fez com que sua capacidade de escoamento das riquezas chegasse a ponto de saturação. No Vale do Taquari, os municípios cortados pela BR registraram PIB de R$ 4,6 bilhões em 2003. Além disso, a proximidade com a capital gaúcha, que envolve o Vale do Taquari no processo de desconcentração industrial da região metropolitana, tem sobrecarregado ainda mais a rodovida. Destaca-se, ainda, o volume de exportações que atingiu 660 milhões de dólares em 2005, escoadas, em sua maioria, pela BR-386, assim como a conexão da rodovia com o Planalto Médio, Alto Uruguai, oestes catarinense e paranaense, sul do Mato Grosso e com o porto de Rio Grande.

Outra questão que se pode destacar é o intenso fluxo de veículos de passeio, ônibus e caminhões na BR-386, em uma densidade média superior a nove mil veículos por dia. Esse fluxo, muito acima do recomendável tecnicamente, tem cobrado em acidentes a vida de centenas de pessoas e traumatizado outras milhares. Por tudo isto, a duplicação no trecho entre Lajeado e Tabaí revela-se como decisão estratégica, política e social de importância vital para o continuado crescimento do estado.

Colaboração: José Inácio Lenz, presidente da Acil (gestão 2006-2008)

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