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Fábio Souza: única certeza é a mudança no mundo “volátil, incerto, complexo e ambíguo” em que vivemos

20/08/2019
Eventos

Palestrante da reunião-almoço da Acil destacou como as empresas devem atuar para tornarem-se “employer branding”, ou seja, negócios capazes de atrair, desenvolver e reter talentos.

Lajeado – “A única certeza é a mudança constante e profunda nas relações de trabalho. Saber atuar neste momento VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo) é fundamental para os líderes e gestores que buscam fazer com que seus negócios constituam-se, realmente, em employer branding, ou seja capazes de atrair e reter talentos.” A afirmação foi feita pelo CEO & Partner da De Bernt, Fábio Souza, que palestrou na reunião-almoço (RA) desta terça-feira (20.07) promovida pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil).

A exposição, intitulada “Employer Branding: o desafio de atrair e reter talentos na era da transformação”, teve a presença de mais de 90 lideranças empresariais, comunitárias e políticas. No contexto de transformação das relações de trabalho, no qual profissionais e empresas se encontram, cresce a preocupação das organizações com a reputação de sua “Marca Empregadora” para atrair, envolver e reter talentos. O palestrante desenvolveu este desafio que afeta empresas de qualquer segmento e tamanho.

Talentos
A presidente da Acil, Aline Eggers Bagatini, em sua saudação disse que acessou o site da De Bernt e que gostou da definição de seu propósito, que prega que “são os melhores talentos que transformam as empresas e ajudam a transformar o mundo”. “Como empresária, sinto que nossa missão de liderança no mundo atual, neste processo de transformações aceleradas em que vivemos, é justamente este – promover o desenvolvimento das pessoas, lapidar talentos, pois são esses executivos e profissionais que estarão em nossas comunidades, nos seus momentos de folga e interação social, construindo um mundo melhor para todos!”

De Bernt
No início de sua fala, Souza apresentou a De Bernt, uma plataforma de soluções para gestão de talentos. Nos últimos 15 meses, a empresa atendeu mais de 280 empresas, 480 projetos de atração de talentos, 220 projetos de transição de carreira e 50 projetos de transformação. “Atuamos com olhos para o futuro na atração, retenção e desenvolvimento das pessoas”, explica.

Inovação
Para Souza, a principal vantagem competitiva das empresas é a inovação. Pois, cada vez mais as barreiras de mercado estão menores ou até inexistentes. Além disso, as startups brigam com as grandes empresas em nichos e com produtos específicos.

De acordo com o palestrante, o modelo mental de competição utilizado atualmente ainda é o antigo. Em um mundo em constante transformação, as barreiras de entrada caem tão rapidamente que talvez o conceito já tenha deixado de existir. “Para se resolver problemas mais complexos, tem que se pensar muito, pois, se não, a solução vai ser ultrapassada.”

Mudança
Segundo Souza, estamos vivendo um daqueles períodos históricos que marcam a transição entre duas eras. A última vez em que isso aconteceu no mundo foi com a Revolução Industrial, que moldou essa mania de eficiência que temos hoje.

A geração “Z”, grupo de pessoas nascidas a partir de 2001, está prestes a ultrapassar em número os millennials, indivíduos que vieram ao mundo entre os anos de 1980 a 2000. Somando-se, teremos cerca de 60% da população nascida após 1980.

Por outro lado, a geração “Z” nunca conheceu um mundo não-digital e cresceu em meio a eventos como a “guerra ao terror” e a recessão econômica global.

“Cada geração vem com um conjunto único de comportamentos e apresenta um conjunto de desafios para aqueles que querem chegar até eles.”

De acordo com o palestrante, quando a geração “Z” chegar ao mercado de trabalho haverá um conflito de relações. “Esta geração é mais idealista, com propósito e quer algo diferente. É uma geração mais consciente, digital e com expectativas de que a empresa faça o bem. O gestor terá desafios em gerenciar esses times.”

Flexibilidade
Para Souza, a tendência é o aumento da chamada “carreira portfólio”, na qual o profissional é empreendedor de si mesmo e gerencia diferentes atividades e projetos. Ela não é nova ou exclusiva das indústrias criativas. “A grande questão é: vocês estariam dispostos a trazer pessoas em condições mais flexíveis para suas empresas? A maneira que lidaremos com isso é fundamental para conseguir atrair pessoas e pensar em quem a gente quer dentro do nosso time,” explica.

Conhecer-se
O palestrante afirma que é necessário que as empresas “olhem para dentro”, identificando o que fazem ou não bem. Com o tempo, será necessário desenvolver novas habilidades e, se a empresa não se conhecer bem, o processo será mais árduo.

Segundo Souza, as habilidades e capacidades necessárias também mudarão, exigindo mais habilidades sociais e emocionais, além de capacidades cognitivas mais avançadas, como raciocínio lógico e criatividade.

Para ele, no processo de recrutamento e seleção algumas habilidades e capacidades devem ser observadas, como: resolução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, gestão de pessoas, coordenação com os outros, inteligência emocional, julgamento e tomada de decisões, orientação de serviço, negociação e flexibilidade cognitiva. “Destaco também a resiliência. Se tu não for resiliente no atual contexto, está ralado”.

Experiência
Ainda sobre recrutamento e seleção de pessoas, Souza explica que devemos pensar no candidato como se fosse um cliente e garantir sua satisfação. “Sabemos que uma boa experiência para as pessoas pode melhorar a experiência do cliente. Ela também ajuda as empresas a manter e atrair talentos”.

A esse respeito, a experiência das pessoas inclui tanto cargas de trabalho, condições de trabalho e o modo como a administração se envolve e procura inspirar seus empregados quanto aos programas liderados pelo RH, como o treinamento.

Para ele, o papel das empresas é conversar. Ansiedades sobre o impacto da automação e da inteligência artificial podem piorar a experiência das pessoas, corroendo a confiança, a capacidade de adaptação e a disposição de aprender ou inovar, que são competências vitais no mercado atual.

Sucesso
Segundo Souza, para que as pessoas possam ter sucesso em meia à mudança, as empresas devem desenvolver a capacidade de se adaptar com rapidez, confiança e agilidade. “As empresas com maior probabilidade de sucesso no futuro são aquelas que oferecem aprendizado ao longo da vida a seus trabalhadores. Para isso, as organizações precisarão comunicar que a mudança é inevitável e fornecer aos seus empregados diversas experiências que ampliem seus conjuntos de habilidades para torná-los mais resilientes.”

De acordo com Souza, para evitar perder membros inovadores da equipe e as ideias deles, as organizações devem: criar segurança psicológica, o que inclui o apoio dos líderes para assumir riscos; criar condições de tempo e canais para geração de ideias; e reconhecer tentativas que não são bem-sucedidas. “As pessoas querem ter cada vez mais a sensação de que suas contribuições contam,” explica.

Chance
Souza afirma que em todas as mudanças existem chances. E, nessas oportunidades, é fundamental desenvolver novas habilidade, novas tecnologias e gestão organizacional. Como, também, desenvolver um ambiente de confiança e gerar experiências para potencializar o comprometimento também se faz necessário. “O futuro já é o presente. Negar é um erro e um atraso. O mundo mudou.”

Após sua apresentação, Souza, acompanhado da presidente da Acil, Aline Eggers Bagatini, respondeu às perguntas dos participantes.

Realização
As RA de 2019 da Acil têm o apoio de Bebidas Fruki, BRDE, Dalva Pohren Serviços Contábeis, Excellence Garçons, Grupo RBS, Invictos Ar Condicionados e Refrigeração, Lyall Construtora e Incorporadora, Olicenter, Planus Arquitetura e Sicoob Meridional, Star Som, Luz e Imagem e Weiand Hotel.

  • Fábio Souza, CEO & Partner da De Bernt, foi o palestrante de RA na Acil - Crédito: Priscila Rodrigues
  • Cerca de 90 lideranças empresarias, políticas e comunitárias acompanharam a palestra - Crédito: Priscila Rodrigues
  • Souza e Aline interagiram com o público - Crédito: Priscila Rodrigues
  • Fábio Souza, CEO & Partner da De Bernt, foi o palestrante de RA na Acil - Crédito: Priscila Rodrigues
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