Notícias

A marca representa todos os profissionais de uma empresa, afirma Troiano na Acil

14/09/2018
Eventos

Lajeado – “É ilusão pensar que marca é uma capitania hereditária dos profissionais de marketing e comunicação. Marca é uma coisa que pertence e representa a todos os membros de uma organização. É o crachá que nós carregamos no peito, alguns com mais orgulho que outros. Todos nós temos uma certa responsabilidade sobre o que é a marca e como ela deve ser tratada dentro de uma organização”. A afirmação foi feita pelo sócio da TroianoBranding, Jaime Troiano que palestrou na reunião-almoço (RA) desta quinta-feira (13.09) promovida pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e o Núcleo de Marcas da Acil. A exposição, intitulada “Por que marcas são uma suprema ferramenta de negócios?”, teve a presença de cerca de mais de 93 lideranças empresariais, comunitárias e políticas. A apresentação também contou com a presença da sócia da TroianoBranding, Cecília Russo Troiano. Juntos, sustentaram que, em qualquer organização, industrial, comercial e serviços, as marcas contribuem interna e externamente para criar relação de valor.

Filho
Troiano compara que criar uma marca é como escolher o nome de um filho. Dedicamos a esta atividade toda atenção, cuidado e amor. Com este mesmo foco, precisamos orientar todas as ações que dizem respeito as nossas marcas. “Nós criamos histórias de marca e inspiramos histórias de vida. Marcas tem esse papel, por isso são uma grande ferramenta de negócios”, afirma.

Sentimento
O palestrante explicou que talvez ainda exista uma visão um pouco ingênua sobre o que marca é e o que ela representa. Adianta que, para muitas pessoas, marca ainda é apenas uma identificação gráfica, com cor ou forma e nada mais do que isso. E contrapõe: “marca é aquilo que falam de você quando você sai da sala. É um tipo de percepção e sentimento sobre a empresa ou produto que fica dentro de nós. É muito mais que a representação gráfica, simbólica, visual que ela tem. Marca é esse sentimento internalizado.”.

Razões
Troiano citou seis grandes motivos para a suprema importância das marcas como ferramenta de negócios. 1º) Paridade técnica: as diferenças técnicas são insignificantes. O produto se diferencia não pelo produto em si, mas pelo que espelha para o consumidor; 2º) O valor dos ativos intangíveis: o que a marca representa no valor contábil das empresas; 3º) O poder interno do engajamento: marca não é um tapume que esconde uma empresa, ela revela o que a empresa é; 4º) Capacidade de abrir mercados: marca é uma grande ferramenta para desenvolver e abrir oportunidades novas de negócios; 5º) Capacidade de criar relacionamentos estáveis: marcas bem administradas constituem uma ponte de relacionamento mais fácil com a sociedade; e 6º) O cuidado essencial com os movimentos de inovação: buscar a inovação preservando o essencial, a sua origem.

Propósito
Para Troiano, há uma grande confusão no mercado a respeito do propósito. “Não é missão, visão e valores; não se cria por meio de uma reunião e não é uma agência de propaganda que vai criar para você. Propósito é uma coisa que tem que ser cavado dentro da história da empresa para revelar de fato o porquê ela existe, qual sua razão de ser”, afirma.

Tudo isso funciona muito bem quando dentro da empresa existe alguém que seja guardião da marca. Esse profissional cuidará para evitar que a marca fale linguagens diferentes do propósito.

Público feminino
Cecília falou sobre um dos principais desafios das marcas contemporâneas, a conquista do cada vez mais relevante público feminino. Segundo ela, para se comunicar com esse público o primeiro passo é buscar qual a história legítima da empresa com a qual é possível continuar um diálogo com as mulheres.

Citou, como exemplo, o banco Itaú, com a iniciativa Mulheres Empreendedoras, na qual combina a história da empresa com a das mulheres. “Existem empresas que querem trazer narrativas sobre as mulheres que não têm nada a ver com o seu negócio original, como um banco que fala sobre empoderar a mulher a partir da beleza.”

Conforme Cecília, as marcas precisam de verdade, não de histórias inventadas para dialogar com um público específico. Também ressalta a importância de compreender que não existe um universo único para todas as mulheres, e sim uma diversidade de formas de ser mulher.

Por fim, falou sobre a necessidade de checar mais de uma vez a estratégia montada para alcançar o público feminino. Cita como exemplo as inúmeras campanhas equivocadas que acabaram gerando repercussões negativas para as marcas, em especial na internet, por falta desse olhar cuidados com o universo feminino.

Após sua apresentação, Troiano e Cecília, acompanhados da presidente da Acil, Aline Eggers Bagatini, e Pedro Carlessi, do Núcleo de Marcas da Acil, responderam às perguntas dos participantes.

Realização
As RA de 2018 da Acil têm o apoio de Bebidas Fruki, BRDE, Dalva Pohren Serviços Contábeis, Excellence Garçons, Invictos Ar Condicionados e Refrigeração, Lyall Construtora e Incorporadora, MSommer, Olicenter, Planus Arquitetura e Sicoob Meridional.

  • Cecília e Jaime, sócios da TroianoBranding, foram os palestrantes na Acil - Crédito: Priscila Rodrigues
  • Cecília e Jaime, sócios da TroianoBranding, foram os palestrantes na Acil - Crédito: Priscila Rodrigues
  • Aline, Troiano, Cecília e Carlessi: público interagiu com os palestrantes - Crédito: Priscila Rodrigues
  • Aline, Troiano, Cecília e Carlessi: público interagiu com os palestrantes - Crédito: Priscila Rodrigues
  • Público ouviu atento as informações sobre marca e negócios - Crédito: Priscila Rodrigues
  • Aline, Troiano, Cecília e Carlessi: público interagiu com os palestrantes - Crédito: Priscila Rodrigues
  • Aline, Troiano, Cecília e Carlessi - Crédito: Priscila Rodrigues
  • Aline, Troiano, Cecília e Carlessi - Crédito: Priscila Rodrigues
Assine a newsletter