Notícias

Seminário de Carnes encerra Jornada Técnica do Setor Alimentício 2018 – AlimentaAçãoRS

09/08/2018
Eventos

“Nós ultrapassamos as expectativas e fizemos um encontro equilibrado”, resumiu o coordenador da Jornada Técnica do Setor Alimentício 2018 – AlimentaAçãoRS, Gilberto Soares, no encerramento do evento nesta quinta-feira (9), no Weiand Hotel. Ele avaliou a conquista que foi o Meeting Empresarial, que também transcorreu hoje, entendendo que era a parte que faltava da interação do setor alimentício. “Fechamos o ciclo e agora temos que fazer a roda girar com velocidade”. A programação teve início na segunda-feira (6) e foi integrada pelo XVII Workshop em Alimentos, Meeting Empresarial e Seminário de Carnes, atividade essa que fechou o cronograma de atividades no final da tarde. Responsável pelo Workshop, Tânia Gräff também comemorou os resultados. “As avaliações de todos foram muito boas. A Jornada já faz parte do calendário anual de eventos do Brasil e ainda tem muito espaço para crescer”.

O Seminário de Carnes, conduzido por Ronald Markus, se concretizou com cinco palestras. A biossegurança na cadeia produtiva da carne foi o mote da palestra do médico veterinário e mestre em produção animal Marcos Dai Pra, da BRF. Citando cuidados exigidos nas práticas pecuárias, ele destacou a avicultura, a qual envolve exigências mais complexas de legislação e mercado, lembrando que essa atenção também deve ser direcionada ao trato com suínos, gado leiteiro e de corte. Ao ressaltar os riscos comerciais e sanitários da salmonela, ele apontou: “Biosseguridade é uma questão de sobrevivência para todas as atividade”.

Três médicos veterinários compartilharam seus conhecimentos e rotinas na palestra que versou sobre os sistemas de inspeção dos produtos de origem animal nos níveis federal, estadual e municipal. Representando o Ministério da Agricultura, Beatriz Kuchenbecker apresentou o que a legislação determina sobre as atividades dos produtores e sobre os órgãos responsáveis pela fiscalização delas. Em nome do Dispoa e Sispoa, Diego Faccin explorou fotos para exemplificar como são feitas as auditorias, ressaltando os motivos e a importâncias das fiscalizações para o setor. Trazendo o case do Sim de Santana do Livramento, Ariel Lima finalizou relatando a atuação do fiscal municipal. Para fechar o painel, ambos participaram de um debate e responderam a questionamentos do público. Beatriz salientou que o funcionamento dos sistemas depende da conscientização e atitude de todos, desde os órgãos reguladores, até proprietários de estabelecimentos, estudantes de veterinária e responsáveis técnicos. “Vamos cada um de nós fazer a nossa parte. Vamos conhecer a legislação antes de falar mal dela e tentar aplicar o que está escrito”, desafiou.

Médico veterinário e diretor da Kaeté Investimentos, Luis da Fonseca antecipou tendências da indústria de proteína animal, a qual, segundo ele, tem sido impactada por novos padrões de consumo baseados na preocupação com a saúde e longevidade, conexão com o bem-estar do animal e conscientização ecológica. Comentando estudos e produtos que estão sendo desenvolvidos em termos de proteína animal, o profissional sugeriu: “A gente precisa ter a consciência de que diferentes visões do mundo são aceitáveis”.

Eduardo Costa, da UFRGS; Jalusa Kich, da Embrapa de Concórdia; e Angela Maraschin, do Ministério da Agricultura detalharam o trabalho desenvolvido conjuntamente pelas três instituições nos últimos quatro anos direcionado à modernização nos procedimentos de inspeção de produtos de origem animal com base em risco. Direcionado ao setor de suínos, o estudo veio ao encontro dos interesses do Estado e da população no sentido de tentar melhorar os sistemas de fiscalização.

Encerrando o seminário, o sócio fundador da Lenke, Jailson Mendes, expôs sistemas de coleta de dados de produção para análise de performance e rendimento. A partir da percepção das dificuldades ainda enfrentadas pela indústria em termos de tecnologia, ele descreveu opções de automação no processo que podem gerar soluções simples e eficazes, dentre as quais estão lote de produção, processo de rastreabilidade, código de barras e unidade de medida. Referindo-se às variáveis a serem controladas, Mendes atentou para a medição dos índices de perda, prática fundamental para identificação dos gargalos.

  • Jailson Mendes, expôs sistemas de coleta de dados de produção - Simone Rockenbach
  • Luis da Fonseca antecipou tendências da indústria de proteína animal - Simone Rockenbach
  • Médico veterinário e mestre em produção animal Marcos Dai Pra - Simone Rockenbach
  • Último dia teve público de 215 pessoas - Simone Rockenbach
  • Eduardo Costa, da UFRGS; Jalusa Kich, da Embrapa de Concórdia; e Angela Maraschin, do Ministério da Agricultura - Simone Rockenbach
  • Médicos veterinários Beatriz Kuchenbecker, Diego Faccin e Ariel Lima - Simone Rockenbach
Assine a newsletter