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A sociedade precisa se mobilizar, estimula o presidente da OAB/RS

13/07/2017
Eventos

“A OAB acredita que a transformação que o país terá fará com que passe do cenário político ao cenário da sociedade civil. Infelizmente, estamos vivenciando um momento triste, angustiante e sem perspectiva de dias melhores. Nossos representantes não estão cumprindo sua função de representar a coletividade, além de estarem sufocando os bons políticos. A sociedade tem que se mobilizar!” Estas afirmações foram feitas pelo presidente da OAB do Rio Grande do Sul, Ricardo Breier, que palestrou na reunião-almoço (RA) desta quinta-feira (13.07) promovida pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção de Lajeado. A exposição, intitulada “Brasil, Liberta-te! O papel da OAB/RS nas crises e garantia dos direitos do cidadão”, teve a presença de mais de 100 lideranças empresariais, comunitárias e políticas.

História
Breier iniciou retomando a história do Brasil. O país possui 517 anos, desde a sua descoberta. Historicamente, são 388 anos de escravidão. Contando mais 20 anos da Ditadura Militar, ultrapassa os 400 anos. “São muitos anos de cabeça baixa e de pessoas sem senso crítico; as que tinham eram torturadas e mortas. Isso ainda é muito recente. O Brasil, em toda a sua história, nunca teve governos estáveis, nunca tivemos a representatividade coletiva na política brasileira. Esses mais de 400 anos de escravidão e ditadura geraram um grande temor do poder. Em 2017, o país ainda continua escravizado na sua consciência e forma de agir”, considerou.

Constituição
A Constituição Federal, de 1988, surgiu do movimento “Diretas Já”. A Constituição representou um sonho, o retorno da liberdade, a extinção da repressão, da mordaça e o poder do cidadão ser reconhecido pelo estado, comentou.
O palestrante afirma que os direitos previstos em lei não são honrados, como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e outros. “Ulysses Guimarães, em um gesto simbólico no Congresso, disse que a Constituição tem que ser cumprida e aquele que não a cumprir é traidor da pátria. São quase 30 anos de Constituição e estamos vivenciando e conhecendo muitos traidores da pátria”, alerta.

Campanha
A partir do próximo ano, a OAB iniciará uma campanha, chamada “Voto consciente”, na qual informará o cidadão da importância do voto e buscará conscientizá-lo das consequências do mau voto. “Quem tem que fazer as próximas eleições no Brasil, somos nós. Não podemos mais entregar aos partidos políticos e aceitar manobras que os políticos fazem para se manter no poder. A participação social deve acontecer agora. Chega da política do poder, e da não representação da coletividade”, enfatiza o líder classista.

Foro privilegiado
Uma das proposições mais emergenciais em que a OAB está trabalhando fortemente é o foro privilegiado, que garante a algumas autoridades o direito de ter julgamento especial e particular quando são alvos de processos penais. “É inadmissível que o Brasil tenha o maior índice taxativo de casos de foro privilegiado. O foro deveria ser dado única e exclusivamente para aquele que está no exercício da função, não existe foro privilegiado retroativo. Os políticos usam isso como escudo da impunidade, para fugir da responsabilidade criminal. Isso tem que terminar”, reforça.

Liberdade
A OAB tem duas missões: cuidar dos advogados no exercício da sua profissão e a defesa da liberdade do cidadão. Breier encerrou sua fala citando o ex-presidente americano Franklin Roosevelt, que explica que a liberdade deve morar dentro da pátria. “Brasil liberta-se, Brasil reflita, Brasil pense em dias melhores, pois a liberdade deve estar aqui na nossa pátria”, finalizou.

Realização
As RA de 2017 da Acil têm o apoio de Bebidas Fruki, BRDE, Excellence Garçons, Floricultura Flores e Flores, Lyall Construtora e Incorporadora, MSommer Produções, Olicenter Informática, Sorvebom e Têxtil Home.

  • Arenhart, Breier e Alessandra respostas aos questionamentos - Crédito Priscila Rodrigues
  • Breier enfático na necessidade de mobilização social - Crédito Priscila Rodrigues
  • Mais de 100 pessoas participaram da reunião-almoço - Crédito Priscila Rodrigues
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